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Quem precisou de ônibus em Teresina nesta segunda-feira já sentiu o impacto da paralisação dos motoristas e cobradores. Mas, para tentar diminuir o sufoco do passageiro, a Justiça do Trabalho resolveu intervir.
O presidente do TRT-22, desembargador Téssio da Silva Tôrres, atendeu a um pedido das empresas de ônibus (Setut) e mandou a categoria manter o serviço funcionando e com o ritmo forte.
A regra agora é a seguinte: nos horários de pico, 100% dos ônibus precisam rodar. Nos outros horários e aos domingos, a frota deve ser de pelo menos 80%. Anote aí os horários de pico estabelecidos pelo tribunal para você não se perder:
- De segunda a sexta: das 6h às 9h e das 17h às 20h.
- Aos sábados: das 6h às 9h e das 12h às 15h.
E o tribunal não está brincando: se houver bloqueio de garagens, ônibus retidos ou se tentarem impedir quem quiser trabalhar, a multa é pesada R$ 50 mil por dia.
Essa paralisação de hoje é um “esquenta” do sindicato dos trabalhadores (Sintetro). Se o acordo com as empresas não sair, uma greve geral e por tempo indeterminado pode começar já no dia 25 de maio.
O Setut disse que foi pego de surpresa com o movimento de hoje. Já a Strans afirmou que está de olho em tudo, mas lembrou que a bronca das negociações é diretamente entre os patrões e os rodoviários.