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Um pai de 34 anos foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (23), na sede da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Teresina. Ele é suspeito de estuprar a própria filha, de 11 anos, dentro da residência da família. A investigação aponta que os abusos começaram em dezembro do ano passado, quando a vítima tinha 10 anos, e se intensificaram ao longo dos meses.
A prisão foi efetuada após a emissão do mandado judicial pela Justiça. Segundo o delegado Tales Gomes, a Polícia Civil tomou conhecimento do caso por meio de denúncias encaminhadas pelo Conselho Tutelar e pela escola onde a criança estuda.
“O fato chegou ao conhecimento da polícia por meio do Conselho Tutelar e também da escola”, afirmou o delegado Tales Gomes.
Intensificação dos abusos e omissão
Conforme as investigações, a vítima relatou inicialmente episódios de atos libidinosos que teriam começado no final do ano passado e se intensificado a partir de fevereiro. A garota contou o ocorrido para a mãe, que chegou a confrontar o pai da criança. Na ocasião, o homem teria admitido os fatos e prometido não repetir os atos. No entanto, a mãe não procurou as autoridades naquele momento.
De acordo com o delegado, após o confronto familiar, os abusos se agravaram e culminaram em episódios de conjunção carnal. A Polícia Civil pontuou que a mãe tinha ciência dos fatos antes da intervenção da escola e do Conselho Tutelar, e que deveria ter adotado uma postura imediata de proteção à filha.
“A garota de 11 anos relatou, primeiramente, atos libidinosos praticados pelo pai. A mãe confrontou o pai, que disse que não praticaria mais os atos. Mas aí os fatos se intensificaram, culminando com a conjunção carnal”, explicou o delegado.
Ameaças e investigação sobre outra filha
Os relatos do procedimento policial detalham que alguns dos abusos ocorriam na presença da irmã mais nova da vítima, uma criança de entre 4 e 5 anos. A Polícia Civil abriu apuração para verificar se a filha menor também foi vítima de violência sexual, e a garota passará por oitivas e exames de corpo de delito.
A vítima também relatou que o suspeito fazia graves ameaças psicológicas para mantê-la em silêncio. “As ameaças eram no sentido de que ele só ia parar de cometer aqueles atos quando engravidasse a criança. Coisas assim que a gente só acredita porque está vendo no procedimento”, declarou o delegado Tales Gomes.
Fuga e prisão
Após a abertura das diligências policiais, o suspeito fugiu de Teresina e se mudou para um município no Maranhão. O setor de inteligência da DPCA localizou o paradeiro do homem e, ao comparecer à delegacia nesta quarta-feira (23) acompanhado do procedimento, o mandado de prisão preventiva pendente foi cumprido imediatamente.
O caso segue sob investigação da DPCA para a conclusão do inquérito policial. A defesa do suspeito não foi localizada para manifestação até o fechamento desta edição.