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Um crime violento registrado na noite desta terça-feira (22) chocou os moradores do bairro Piaçava, em Demerval Lobão. Almir Rogério da Silva Dias, de 42 anos, foi assassinado a tiros dentro de sua própria residência, localizada na Rua Sinhá Ribeiro. A principal linha inicial aponta para uma dinâmica de execução disfarçada de assalto.
O acionamento à 3ª Companhia do 17º Batalhão da Polícia Militar ocorreu por volta das 19h30, após vizinhos ouvirem o barulho intenso de disparos de arma de fogo.
O ataque
De acordo com os relatos repassados às autoridades, Almir conversava com um conhecido no quintal da casa quando quatro indivíduos armados, divididos em duas motocicletas, chegaram ao endereço. Sob a fachada de um assalto, o grupo ordenou que as pessoas presentes se afastassem.
Na sequência, dois dos criminosos invadiram os fundos do imóvel. Almir Rogério foi alvejado diversas vezes. Um laudo preliminar da perícia criminal apontou que a vítima sofreu cerca de sete perfurações pelo corpo. A violência da ação foi evidenciada pelo material recolhido no local pelos peritos: 18 estojos de munição deflagrados e um projétil.
A segunda pessoa que estava com Almir tentou escapar correndo em direção a um chiqueiro nos fundos do terreno e chegou a ser perseguida pelos atiradores. O homem conseguiu se esconder, mas sofreu uma lesão na perna durante a fuga e só retornou para sua residência horas depois, por volta das 23h. Em depoimento à polícia, ele confirmou a dinâmica narrada por familiares e relatou que os suspeitos vestiam roupas pretas.
Revelações antes da morte e rumo das investigações
Embora a investida tenha começado com um anúncio de roubo, detalhes colhidos pela Polícia Militar junto aos familiares trazem novos elementos para o caso. A companheira de Almir declarou aos policiais que o marido não tinha envolvimento com a criminalidade. Além disso, ela afirmou que, antes de morrer, a vítima conseguiu citar para um cunhado o nome de um suspeito de cometer o crime, conhecido na região como “Marquinhos”.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi mobilizado para socorrer a vítima, que estava em um cômodo de difícil acesso no quintal. No entanto, ao ser retirada do espaço para o atendimento de urgência, a equipe médica apenas pôde constatar o óbito.
O local do crime permaneceu isolado para o trabalho da perícia técnica e, posteriormente, o corpo foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). O caso foi oficialmente transferido para a Polícia Civil, que conduzirá as investigações para esclarecer se o homicídio se trata de uma execução encomendada, um acerto de contas ou se o disfarce de assalto esconde outras motivações.