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A possibilidade de um período chuvoso com volumes significativamente abaixo da média histórica acendeu o sinal de alerta no município de Caxias, no Maranhão. Um relatório baseado em gráficos da consultoria Ignitia aponta que, entre os meses de outubro e março, as precipitações devem ficar aquém da referência climatológica na região. Diante dos dados, o vereador Ximenes defende a necessidade de uma ação conjunta imediata entre o poder público e órgãos técnicos para mitigar os impactos no abastecimento, na agricultura familiar e na saúde da população.

Os números projetados revelam uma queda expressiva no acumulado de chuvas para os próximos meses:
Dezembro: Projeção de 35,8 mm, frente à média histórica de 118,8 mm (redução aproximada de 70%).
Janeiro: Estimativa de 134,4 mm, contra a média de 209,4 mm.
Fevereiro: Previsão de 189,2 mm, abaixo do referencial de 252,6 mm.
Março: Expectativa de 204,1 mm, diante da média de 301,3 mm.
No quadrimestre mais importante para o recarregamento de reservatórios (dezembro a março), a soma projetada é de 563,5 mm, cerca de 36% abaixo da média histórica acumulada de 882,1 mm.
Impactos na zona rural e na mesa do caxiense
Para o vereador Ximenes, a principal preocupação recai sobre as comunidades rurais e as famílias que dependem do cultivo de subsistência e da pecuária. A menor disponibilidade hídrica em açudes e riachos pode atrasar o plantio, reduzir a oferta de pastagens e elevar os custos de produção, refletindo diretamente no preço dos hortifrútis nas feiras e supermercados da cidade.
Além dos prejuízos econômicos, o parlamentar destaca as advertências do Ministério da Saúde sobre os riscos decorrentes da estiagem, que incluem a perda da qualidade da água potável e a proliferação de síndromes respiratórias ligadas ao clima seco e ao calor.
Propostas e ações preventivas
Diante do quadro, Ximenes defende que o município não deve esperar o agravamento do cenário para tomar providências. O parlamentar sugere a articulação imediata entre a Prefeitura de Caxias, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), a Defesa Civil, a Secretaria de Meio Ambiente e os órgãos de assistência técnica rural.
Entre as medidas prioritárias apontadas estão:
Identificação e mapeamento das comunidades com maior vulnerabilidade hídrica;
Intensificar a fiscalização sobre o desperdício;
Proteção de nascentes e orientação técnica aos pequenos agricultores;
Campanhas de conscientização contra o desperdício de água e queimadas irregulares.
Apesar de frisar que os dados do gráfico devem ser continuamente checados junto aos boletins do Cemaden e do Inmet, o vereador reforça que a prevenção é o único caminho seguro. “Proteger a água é proteger a saúde, a produção de alimentos e a dignidade da nossa população”, concluiu.