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Novas informações divulgadas pela Polícia Civil na manhã deste domingo esclarecem a motivação por trás do assassinato de Lourenço Trevisan, ocorrido na tarde de sábado (10), no bairro Cidade Jardim. Diferente dos relatos iniciais, a vítima não era motorista de aplicativo e teria sido alvo de um “tribunal do crime” após ser acusado de tentar aliciar uma criança de sete anos.
De acordo com os depoimentos do casal preso em flagrante, Lourenço teria contratado os serviços da mulher detida para intermediar encontros sexuais. O crime teria sido desencadeado após o homem solicitar que ela conseguisse uma criança de sete anos para um encontro.
Diante do pedido, a mulher e seu companheiro, que segundo a polícia integram uma facção criminosa, comunicaram outros membros do grupo. O bando decidiu pela execução de Lourenço, atraindo-o para uma emboscada no bairro Cidade Jardim sob o pretexto de observar um terreno.
Lourenço foi cercado e morto a tiros no local. Após o crime, o casal fugiu para uma área de matagal, mas foi localizado com o apoio do Centro Tático Aéreo (CTA) e da Força Tática do 3º BPM. Um terceiro envolvido já foi identificado pela polícia e segue foragido.
A Polícia Civil agora trabalha em duas frentes de investigação:
- O Homicídio: A responsabilização dos membros da facção pela execução, reforçando que o Estado não admite a prática de “justiça privada”.
- As Denúncias de Abuso: A apuração das graves acusações de aliciamento e pedofilia feitas contra Lourenço Trevisan, para verificar a veracidade dos fatos que teriam motivado o grupo criminoso.