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O Tribunal Popular do Júri de Teresina condenou, na quinta-feira (10), Jairo Silva Santana a 13 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver de Maria Jaqueliny Mendes e Silva. O crime ocorreu em 2015, mas o corpo da vítima permaneceu ocultado por seis anos, sendo localizado apenas em junho de 2021, concretado no quintal de uma casa na zona Norte da capital.
A sentença, proferida pela 2ª Vara do Júri, atendeu aos pedidos do Ministério Público do Piauí (MPPI). A pena fixada dividiu-se em 12 anos pelo homicídio e um ano pela ocultação do cadáver. A magistrada responsável pelo caso decretou a prisão preventiva de Jairo para o início imediato do cumprimento da pena, além de determinar o pagamento de R$ 100 mil em indenização por danos morais à família da vítima.
Violência, farsa e localização do cadáver após seis anos
Conforme a denúncia do MPPI, o réu mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e exercia sobre ela um ciclo contínuo de violência física, psicológica e patrimonial. Em 2015, após matar Maria Jaqueliny, o acusado abriu uma cova de cerca de dois metros de profundidade no quintal do imóvel no bairro Monte Verde, cobrindo o local com cimento próximo a um pé de manga.
Para encobrir o crime, Jairo passou a enviar mensagens a conhecidos fingindo ser a vítima e espalhou a versão de que ela havia deixado o Piauí. Posteriormente, ele vendeu a residência e se mudou da região.
As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram retomadas em 2020, quando a filha de Maria Jaqueliny procurou a polícia. Segundo o delegado Francisco Costa, o Barêtta, depoimentos de vizinhos que ouviram brigas na noite do crime e notaram a recente aplicação de cimento no quintal foram cruciais para apontar a localização exata do cadáver, desenterrado no ano seguinte.