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Gutenberg Pereira da Silva, de apelido “Gugu” ou “Magão”, foi assassinado a tiros na madrugada desta quinta-feira (16) após ter a casa invadida por criminosos no Portal da Alegria, zona Sul de Teresina. Apontado pela polícia como integrante de facção criminosa e investigado por homicídios, ele é o suspeito de participar da morte do adolescente Bartolomeu Gabriel Gomes, de 17 anos, em 2024.
Este caso marca o terceiro homicídio registrado na capital piauiense em menos de 24 horas.
A Invasão e Execução
O crime aconteceu por volta das 3h15 da madrugada, em um momento de repouso da família:
- A invasão: Cerca de cinco homens armados pularam o muro da residência, arrombaram a porta de entrada e invadiram o local.
- A execução: Os criminosos foram direto até Gutenberg e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Ele morreu no local. Os familiares da vítima estavam dormindo na casa no momento do ataque, mas não foram atingidos.
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que Gutenberg teria “rasgado a camisa” — jargão para quem deixa uma facção criminosa para se aliar a um grupo rival —, o que teria motivado a execução como forma de punição.
Histórico de Violência: O Caso Bartolomeu
Gutenberg era considerado de alta periculosidade pelas forças de segurança. Ele era investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por participação no sequestro, tortura e morte do jovem Bartolomeu Gabriel Gomes, de 17 anos.
O adolescente desapareceu em setembro de 2024 e seu corpo foi encontrado em outubro do mesmo ano, enrolado em lençóis em um terreno baldio próximo à BR-316. O jovem foi assassinado por membros do “Bonde dos 40” após ser confundido com um integrante de uma facção rival. Em novembro de 2025, o DHPP realizou uma operação focada em prender os envolvidos neste crime, incluindo Gutenberg.
O DHPP assumiu as investigações sobre a morte de “Gugu” para identificar os cinco executores e confirmar a real motivação do acerto de contas.