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Uma grande operação integrada entre as Polícias Civil e Militar do Piauí foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) com o objetivo de desarticular o núcleo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua na região. A ação cumpre 23 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em Teresina e em cidades do Maranhão. Até o momento, 20 suspeitos foram presos.
A ofensiva é coordenada pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC). De acordo com o delegado Samuel Silveira, coordenador do departamento, os alvos são considerados de alta periculosidade, possuindo um perfil violento e forte atuação no tráfico de drogas.
Apreensões e Monitoramento
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam porções de entorpecentes, dinheiro em espécie, balanças de precisão e insumos utilizados na comercialização de drogas.
A investigação apontou que parte dos integrantes da facção continuava comandando crimes mesmo sob fiscalização do Estado ou de dentro das cadeias.
- Tornozelados: Alguns dos alvos vinham sendo monitorados por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas, mas mantinham a permanência na organização criminosa.
- Presidiários: Outros investigados já se encontram recolhidos no sistema prisional do Piauí e sofreram o cumprimento de novos mandados de prisão preventiva.
“O que a gente pode dizer com bastante clareza é a permanência de todos esses indivíduos na situação de organização criminosa com aspecto violento. Por essa razão, todos eles, dentro do sistema ou fora do sistema, estão sofrendo o cumprimento de um novo mandado de prisão”, destacou o delegado Samuel Silveira.
Prisão do “Drácula”
Um dos principais destaques da operação foi a captura de William Kalleb, conhecido no mundo do crime como “Drácula”. De acordo com o coordenador do DENARC, esta é a terceira vez que o suspeito é preso pelas forças de segurança. No momento da abordagem, ele utilizava tornozeleira eletrônica e foi alvo de um novo mandado de prisão preventiva.
O material apreendido e os presos foram encaminhados à sede do DENARC para os procedimentos cabíveis. A polícia ressalta que os documentos e celulares recolhidos hoje servirão de base para estruturar novas investigações e identificar outros elos da facção no Nordeste.